São inúmeros os mitos relacionados com a alimentação que se têm vindo a enraizar ao longo dos anos.

De facto, cada vez mais informação errada é disseminada através das redes sociais e dos média, em geral. Na verdade, basta uma pesquisa no Google para chegarmos a todo o tipo de respostas, mesmo que contraditórias. 

No entanto, na Clevermeals somos a favor da verdade, por isso pedimos à Mariana Fernandes para nos ajudar a desmistificar 15 dos principais mitos da alimentação.

#1: Água com limão em jejum emagrece

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O princípio para se perder peso, é ingerir menos do que aquilo que gastamos ao longo do dia. Não há milagres, nem alimentos com calorias negativas ou bebidas e alimentos que emagreçam.

A água com limão, à semelhança da água sem limão, hidrata, e até pode ser uma boa opção para desprender os intestinos. A adição de limão fica ao critério de cada um, mas é apenas uma questão de gostos e não de potenciar o emagrecimento. 

#2: Água à refeição engorda

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A água tem sempre 0 kcal, seja à refeição, seja fora dela. Por isso, podemos perfeitamente acompanhar a refeição com um copo de água. 

(Dica) Até pode ser uma estratégia para nos sentirmos saciados mais rapidamente.

#3: Água alcalina é melhor para o nosso organismo

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Não existe evidência científica que sustente uma associação entre o consumo de água alcalina e benefícios para a saúde, nomeadamente para o cancro. Esta ilusão pode ser bastante prejudicial, pois pode afastar o doente das terapêuticas mais indicadas.

#4: No caso de retenção de líquidos devemos beber menos água para compensar

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Erradíssimo. Devemos fazer exatamente o contrário! A ingestão insuficiente de líquidos é um dos fatores que provocam a retenção de líquidos. 

Adicionalmente, devem evitar-se alimentos ricos em sal e substituir-se o sal de adição por ervas aromáticas e especiarias. Deve, igualmente, evitar-se a ingestão de bebidas alcoólicas, e deve encorajar-se a prática regular de atividade física. 

#5: Laranja – de manhã é ouro, à tarde, prata, e à noite mata

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Este é um dos mitos alimentares mais difundidos e perpetuados ao longo de várias gerações. Não se sabe ao certo como surgiu, porém, não tem qualquer fundamento científico. Ou seja, podemos estar descansados e comer uma laranja a qualquer momento do dia.

#6: Beber um copo de sumo de laranja natural equivale a ingerir uma laranja

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Falso! Normalmente são usadas mais do que uma laranja para fazer sumo, por isso logo aqui estamos a consumir mais do que uma peça de fruta, o que é provavelmente mais do que consumiríamos se ingeríssemos apenas a peça de fruta inteira. 

Mais, ao espremermos a laranja descartamos a sua fibra, retirando o seu poder de nos saciar por mais tempo e ficamos apenas com os açúcares e algumas vitaminas da laranja. 

Logo, sempre que possível devemos preferir a laranja ao natural.

#7: Óleo de coco é a melhor gordura

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O óleo de coco tem vindo a popularizar-se nos últimos anos como um alimento benéfico e indispensável a um estilo de vida saudável, sendo o seu consumo cada vez mais regular.

Contudo, analisando o perfil de ácidos gordos do óleo de coco, é possível comprovar que se trata de uma gordura com um perfil lipídico predominantemente saturado (≈ 87%). Uma vez que, os ácidos gordos saturados se associam à elevação dos valores de LDL sanguíneo (o chamado “colesterol mau”), o seu consumo regular é desaconselhado. 

Por outro lado, a inclusão de gordura com perfil lipídico o mais possível insaturado, como é o caso do azeite repercutir-se-á num perfil lipoproteico mais benéfico, quando consumida de forma moderada. Por isso, apostemos no nosso azeite, tão tipicamente português, e deixemos o óleo de coco para situações excecionais em que queiramos conferir um sabor exótico aos alimentos.

#8: Café com óleo de coco acelera o metabolismo 

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Mais uma vez, o óleo de coco é uma gordura saturada e, como tal, deve ser consumido com muita moderação. Para além disso, como todas as gorduras, é extremamente calórico, pelo que adicionar uma colher de sobremesa de óleo de coco representa cerca de 63 kcal num café que teria apenas 1 kcal. Para aromatizar o café, devemos preferir colocar, por exemplo, canela, cardamomo ou baunilha.

#9: A cenoura cozida tem mais calorias e açúcar que a cenoura crua 

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Apresentam sensivelmente as mesmas calorias e açúcares, porque nada se cria, nada se perde, quanto muito tudo se transforma.

Porque é que a cenoura cozinhada fica mais doce? Porque os hidratos de carbono que existem naturalmente na cenoura sofrem alterações durante a confeção, tornando-se mais simples e, consequentemente, mais doces. Portanto, apesar de se tornar mais doce quando cozida, a cenoura mantém as calorias originais.

#10: A batata doce é melhor e menos calórica que a batata normal 

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Nem por isso! A batata doce é até mais calórica que a normal. Em contrapartida, e em especial as variedades laranja e roxa, contêm uma maior concentração de compostos benéficos, como por exemplo betacarotenos e antocianinas. Portanto, devemos optar pela que gostarmos mais ou variar entre elas.

#11: O pão torrado tem um valor calórico diferente do pão fresco

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Lembre-se: 1 fatia de pão fresco tem as mesmas calorias que 1 fatia de pão torrado, ou seja, aproximadamente 68 calorias. O que sucede quando tostamos o pão é a evaporação de parte da água que constitui este alimento, por ação do calor. Desta forma, ao perder água, o pão perde parte do seu peso, ficando as mesmas 68 calorias originais, concentradas numa massa mais baixa.

Quer isto dizer que, apesar de 1 fatia de pão torrado ter as mesmas calorias que 1 fatia de pão fresco, compararmos o teor calórico por peso da fatia, não será o mais adequado. 

Ou seja, 100 g de pão torrado serão sempre mais calóricos do que 100 g de pão fresco, dado que precisamos de mais fatias (+quantidade) para atingir os 100 g, visto que cada fatia é mais leve. Assim sendo, a ideia de que torrar o pão diminui ou aumenta as suas calorias é errada.

#12: O pão engorda

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O pão per si não engorda nem emagrece, nem é sequer considerado um alimento hipercalórico, como é o caso de um bolo de chocolate ou da manteiga de amendoim.

O problema está, muitas vezes, relacionado com o que se coloca no pão e com o facto de se abusar nas quantidades. Se consumirmos pão em excesso engordamos, tal como se comêssemos fruta, carne ou peixe em excesso engordaríamos. 

Para além disso, incluir o pão numa dieta para a perda de peso pode trazer vantagens, pois se for um pão mais integral, ou seja, com maior teor de fibra, pode trazer maior saciedade que outras opções, evitando que sintamos fome e acabemos por comer mais nas refeições seguintes. 

#13: Comer hidratos à noite engorda mais

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Não engordam nem mais nem menos! Nenhum alimento passa a ter mais calorias dependente do período do dia em que é ingerido. 

A regra base para existir uma perda de peso efetiva é existir um défice calórico efetivo, no decorrer do dia. Não obstante, a moderação da ingestão de alimentos fontes de hidratos de carbono ao jantar e ceia poderá ajudar a criar esse défice e, por isso, ser uma estratégia a considerar. 

#14: Os cogumelos são boas fontes de proteína

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Na verdade, os cogumelos não são bons fornecedores de proteína. Têm apenas 1,8 g de proteína por 100 g. Não obstante, são um excelente alimento a incluir na alimentação, quer pelo seu baixo valor energético, quer pelo seu elevado teor de fibra, de vitaminas do complexo B, e de minerais como o potássio, selénio e cobre.

Se pretendemos obter proteínas de fontes vegetais devemos optar por leguminosas – como o feijão, o grão, a soja e derivados – e complementar com cereais e pseudocereais, como a quinoa e o trigo sarraceno. 

De facto, quando comparados com os cogumelos, até os brócolos fornecem mais proteína! 

#15: Os ovos aumentam os níveis de colesterol

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O ovo é um alimento muitas vezes tido como proibido em casos de dislipidemia pelo seu elevado teor de colesterol. Não obstante, este é um alimento interessante a nível nutricional, sendo maioritariamente constituído por água e proteína, e possuindo quantidades moderadas de gordura, da qual se salienta a monoinsaturada. 

Para além disso, o ovo contém vitamina D, B12, B2 e B6, e vitamina A e E, bem como fósforo e ferro, e substâncias antioxidantes como a luteína e a zeaxantina, importantes na promoção da saúde cardiovascular. 

Assim, consumir um ovo por dia não parece aumentar o risco de doença cardiovascular, desde que o seu consumo se enquadre num padrão alimentar saudável aliado a um estilo de vida ativo.

Resumindo…

Não se deixe enganar por estes mitos e procure sempre a melhor informação junto de fontes fidedignas. Particularmente, aconselhe-se junto de um nutricionista e privilegie informação de bases de dados científicas.

Mariana Salvador Fernandes

Nutricionista Estagiária 3194NE

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