Após a oficial chegada do Verão, a correria para as praias e piscinas começam. Com as altas temperaturas que se fazem sentir atualmente, os portugueses querem, dentro das limitações da pandemia por covid-19, desfrutar de bebidas frescas, sol e água, mas para além dos cuidados com a exposição solar, é importante cumprir as regras de segurança na água.

O que é certo, é que com este período de férias de Verão, vêm as preocupações e os riscos para a saúde. Em Portugal, todos os anos pessoas perdem a vida por causa de afogamentos e segundo a Direção geral de Saúde e o Observatório do Afogamento, mais de um terço destas mortes ocorrem nos meses de Junho, Julho e Agosto, como é habitual praticamente todos os anos.

As estatísticas de mortes no meio aquático do Observatório de afogamento foi atualizado a 1 de Março de 2021 e considera a existência de 12 mortes no meio aquático até à data mencionada.

Estes números são assustadores, mas no entanto são estatisticamente comprovados para a população em geral. A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) relativamente à população mais jovem, estima que para cada criança que morre afogada, 2 a 3 sejam internadas na sequência de um afogamento, logo a gravidade dos afogamentos não se devem restringir apenas aos casos de óbitos ou de determinadas faixas etárias.

Infelizmente e a nível mundial, o afogamento é uma das 5 principais causas de morte nas crianças. Por essa razão e para que a população em geral se mantenha em alerta acerca da temática, a DGS apresenta todos os anos uma campanha de prevenção do afogamento e alerta que quer seja em praias, rios, ribeiras, lagoas, tanques, poços ou piscinas, as mortes por afogamento podem ser evitadas sendo a prevenção essencial.

O afogamento é a segunda causa de morte acidental até aos 19 anos na Europa, apresentando maior incidência nos primeiros 5 anos de vida.

Em Portugal, na última década, pelo menos 189 crianças foram vítimas de afogamento. Embora a época balnear seja sinónimo de boa disposição e divertimento, infelizmente, é muitas vezes em situações de lazer que ocorrem fatalidades. Quando não são fatais, os acidentes por submersão podem sempre causar lesões neurológicas graves e irreversíveis.

Atenção pais, os afogamentos não ocorrem somente nas praias e piscinas, mas também em casa. No caso das crianças mais pequenas pode ocorrer na banheira ou mesmo em baldes e alguidares.

Uma criança pequena pode literalmente afogar-se em menos de um palmo de água. As crianças mais pequenas têm uma cabeça muito pesada comparativamente com o resto do corpo e, se a cabeça cair dentro de água dificilmente a criança se levanta sozinha, não esbraceja, nem grita: afoga-se em silêncio.

Para evitar estas situações fatais, partilho de seguida algumas recomendações gerais para que o seu filho esteja sempre em segurança na água.

Recomendações Gerais De Segurança:

  • Nunca deixar uma criança sozinha na banheira durante o banho
  • Despejar toda a água de baldes, alguidares e banheiras logo após a sua utilização
  • Vigiar ativamente e em permanência a criança dentro de água ou perto dela, de preferência por um adulto que saiba nadar;
    Despejar os baldes, alguidares e banheiras após a sua utilização
  • Escolher praias e piscinas públicas vigiadas
  • Vedar a piscina, tanque de rega ou lago do jardim e tapar adequadamente os poços
  • Retirar da piscina todos os brinquedos flutuantes que possam atrair a criança
  • Habituar a criança a andar sempre de braçadeiras junto às piscinas
  • Colocar sempre às crianças braçadeiras em águas paradas, transparentes e pouco profundas ou um colete salva-vidas em águas agitadas, turvas ou profundas
  • Ensinar as crianças a nunca irem nadar sozinhas e a não mergulhar de cabeça sem conhecer bem a profundidade da água
  • Ensinar as crianças a nadar e a ter comportamentos seguros na água
  • Respeitar as bandeiras das praias e as indicações dos nadadores salvadores
  • Respeitar a segurança em embarcações e em desportos aquáticos
  • Redobrar a vigilância. O primeiro dia e o final da tarde são os momentos em que acontecem mais afogamentos
  • Em caso de emergência ligar o 112
  • Aprender a fazer o suporte básico de vida pediátrico, pois a probabilidade de uma criança sobreviver a um acidente de submersão depende da eficácia do socorro nos primeiros 10 minutos.

Em suma, todos nós devemos reter os 6 principais verbos preventivos: vigiar, assegurar, prevenir, garantir, evitar e acautelar.

Com toda esta informação, conseguiremos em conjunto contribuir para um Verão mais seguro!

Resumindo…

As férias de verão são uma época de relaxamento e diversão para as crianças e adultos, mas também exige cuidados especiais. Leia as diversas recomendações e truques para evitar tragédias familiares. Se quiser saber mais sobre o tema, pesquise em apsi.org.pt. Vá de férias em família e em segurança!

⚡ Se quiser saber mais sobre atividades infantis de verão, leia o nosso artigo Verão: Cuidados Gerais.

truques-familia-clevermealsTruques Prá Família é um projeto de Sofia Rodrigues. Enfermeira de profissão, tem percorrido outros caminhos na área da educação, em estreita relação com as crianças e as suas famílias, dentro e fora do contexto clínico. O foco é a educação positiva, saúde escolar e boas práticas que direcionem para os hábitos de vida saudável.