#testemunho: positiva, honesta e lutadora, a Marta Simões é a autora do projeto @nacavernadamarta 😊⁠ 

Conhece a Marta e o que a apaixona no seu lifestyle paleo.

Qual é a tribo alimentar com que mais te identificas?

Há uns meses, talvez um ano, respondia sem pensar paleo. Mas hoje em dia não, não gosto de rótulos e a forma como a alimentação paleo se posicionou não me agrada. Por isso tento manter-me no saudável! Sem ter de estar associada à imagem de “gurus” fundamentalistas e pessoas obcecadas. Há 6 anos que mudei a minha forma de comer. Tenho uma mutação genética que me faz ter mais hipóteses de desenvolver cancro e sou diabética tipo 2, tudo boas razões para mudar o combustível que dou ao meu corpo!

O que é que mais te inspira no lifestyle paleo?

Não lhe chamaria estilo de vida. Estilo de vida é mais do que uma forma de comer, é o que fazes, o que sentes, aquilo que faz os teus dias. Paleo, para mim é uma forma de comer. O que mais me inspira na paleo é ser semelhante ao que os meus avós faziam, ou seja comer o que a terra dava! Açúcar quase não havia, pão era cozido uma vez por semana e racionado. Usavam fermentação lenta e bons cereais, não usavam processados, apenas produtos da época, sendo isso o que retiro da alimentação paleo, o mais natural possível!

Quais foram os principais desafios na adoção de um lifestyle paleo?

Os doces! Sou super gulosa! Foi assim que nasceu a página, devido à necessidade de comer coisas boas adaptada ao que eu podia comer, com os ingredientes que queria usar. Tem a vantagem de poder respeitar o corpo e a fome, poder usar gorduras boas e não ter de pesar tudo. No entanto, pode ser limitador quando gostamos de viajar e comer fora! Toda a gastronomia está montada sobre o uso de produtos processados e a maioria dos locais não tem bons legumes. Mas com vontade tudo se consegue!

O que recomendarias a quem quer começar um lifestyle paleo?

Começar por respeitar o corpo. Entender que o corpo é a tua casa, única e especial, o que lhe deres vai definir o que ela é! Não dá para trocar, as peças são difíceis de encontrar! Então devemos perceber que a comida é o combustível e se escolhemos o melhor para o carro como podemos nem saber os ingredientes do que colocamos no corpo? Devemos conhecer os alimentos e fazer boas escolhas. Alinhar as intenções com as ações, mediante o objetivo de cada um. Não há uma fórmula perfeita!
Dica: se a vossa avó não sabe pronunciar o ingrediente então não comam! Começar por simplificar: proteínas boas, hidratos bons (legumes, frutas) e boas gorduras, moderadas. Isso de comer café com azeite, óleo de coco, manteiga e ainda natas pode ser paleo, mas saudável nunca será! Gostam de óleo de coco no café tudo bem, mas não lhe metam 2 colheres de sopa por acharem que é super saudável.

O que mudou em ti desde que começaste uma dieta paleo?

Tudo! Era uma mãe de 3 princesas, cansada, empregada de balcão e sem vontade de um futuro melhor. Hoje sou uma super mãe de 4, energética e com vontade de ser sempre melhor.
Licenciei-me aos 36 anos em Desporto Condição Física e Saúde, fiz formação em Nutrição Avançada no Desporto e no Exercício e sou Health&Wellness Coach. Comecei a construir a pessoa que queria ser, a paleo foi o click!

Na Clevermeals acreditamos que nunca houve um momento em que o que comemos dissesse tanto sobre quem somos, sobre o nosso ponto de vista ecológico, ético e até sobre o nosso lifestyle.

Verdade, mas não penso totalmente assim. Sinto muitas vezes a sensação de ter de escolher entre aquilo que gostaria e o que o meu corpo está a precisar. E sou muitas vezes abordada pela questão de comer carne. Sou defensora de comer o que o corpo precisa, não sou uma insensível. E não sei se um dia não altero, mesmo sabendo que a minha saúde está afetada. Continuo a ter como prioridade ser saudável para ver crescer e educar os meus filhos saudáveis. Faço consumo responsável de tudo, como o necessário. Faço 2 refeições por dia na maioria dos dias. e tento ter o máximo cuidado com o impacto do nosso consumo no mundo. Estamos longe da perfeição!

O que inspira a tua vida? O que inspirou o projecto Na Caverna da Marta?

As pessoas! Saber que posso ajudar, ver cada progresso dos meus coachees inspira-me! Ver a evolução dos meus grupos de reeducação alimentar inspira-me! Saber que os filhos de alguém comeram legumes porque adoraram a receita, saber que alguém desceu dos 3 dígitos na balança, que as análises da tiróide melhoraram. Ver as minhas filhas fazerem uma panqueca… fazerem boas escolhas só porque tem um bom exemplo.

Quais são as 3 coisas que não podem faltar na tua vida?

Resposta rápida? Família, amor e ovos!
Pensando mais: tempo para mim, meditar, cuidar do meu eu. Desenvolver-me todos os dias a nível interior. Café, não por ser café, mas a sensação de ter o café à frente pela manhã, o cheiro que me dá paz, sensação de tranquilidade, de aconchego. Relativamente aos projetos, sou uma pessoa que precisa estar sempre em evolução. Não posso estar parada e não gosto de rotinas.

Se o Planeta nos pudesse falar, o que achas que nos diria?

Pedia calma! Pedia que houvesse mais consciência, menos assobiar para o lado e culpar os outros. Pedia que cada um fizesse o seu papel e percebesse que temos mesmo um papel importante! Assumir esse papel é mudar o mundo e isso acontece todos os dias nas pequenas coisas, não são precisos grandes feitos!

Como devemos descrever a Marta?

Sou boa pessoa, as vezes exigente demais mas tenho um coração mole. Sou de regras, gosto das coisas bem feitas, mas sou compreensiva e a primeira a dar a mão a quem precisa! Sou positiva e a aceitação é o meu nome do meio. Não sou mulher de “porquês” mas sim de “para quê”. Gosto de ver o lado bom de tudo, tento sempre desconfiar o que tenho a aprender com as situações. Sou lutadora e muita grata por tudo, de bom e de mau que a vida me deu. Foi tudo isso que fez de mim o que sou hoje e me trouxe até onde estou. Acho que nasci para ser mãe e a minha missão é ajudar. A Marta é uma pessoa bonita por dentro, com um coração grande!

Discover Healthy. Get Clever!